sexta-feira, dezembro 27, 2013

O Reino da Ilusão


O Reino da Ilusão deve certamente desempenhar uma função muito importante no Universo.
Que outro motivo haveria para querermos tão cega e afincadamente fazer parte dele?

domingo, dezembro 08, 2013

A Mudança




A mudança de paradigma
É maior que a efusividade de uma vida
Ela tem a sua própria medida
Medindo o mesmo que nós

O seu coração bate-nos no peito
Corre-nos o seu sangue nas veias
A nossa boca cala e entoa a sua voz
Ela adormece e acorda no nosso leito

terça-feira, outubro 15, 2013

O Mundo é um Palco


Sabes,
cada vez mais tenho para mim
que o mundo é um palco
e que a vida
é um sentido teatro improvisado

... e sinto que hei-de ver-te ainda,
um dia, num acto qualquer
e que hás-de ver-me aplaudir-te,
do coração...

já que tal facto é imperceptível
no cinema, ou na televisão.

terça-feira, outubro 08, 2013

Lembras-te de quando éramos estrelas?



Ás vezes oiço-te e,
mesmo distante,
por vezes sinto-te perto.

Por mais abstracto que pareças,
sinto-te por vezes concreto.

Lembras-te de quando éramos estrelas?
... E som e luz e Universo?

domingo, julho 14, 2013



Perdemo-nos algures no tempo
no pensamento letárgico
daquilo que ficou suspenso

A vida invade o esquecimento
com laivos de pequenas glórias
e continua rumo à vitória

domingo, abril 07, 2013

desta vez



















há vezes em que me encontro no silêncio
vezes em que nele me perco
só desta vez
podia calar-me para sempre

domingo, março 31, 2013

Nunca escrevi cartas de amor


Veio a pergunta uma noite,
rodeada de sins,
eram todos iguais,
menos a mim...

E eu pensei e tentei
responder sim também,
só depois acordei
e não era assim...

Então olhei o tempo,
e a mim não me via,
em nenhum momento
como deveria...

E pensei de repente,
que por ser diferente
em mim podia haver
um vazio qualquer

Eu que escrevia o tempo,
o alento e a dor,
o pó das estrelas,
as formas do amor

Eu que sentia o vento
a trazer a canção,
que ouvia o som das letras
a escorrer pela mão

O meu eu que dançava
num pátio sem fim,
das cores que misturava
cá dentro de mim...

Nem no meio do ardor,
nem na divagação,
se me ergueu a mão,
ou o meu punho cerrou

Nunca a inspiração
pelo lápis chamou,
nem o papel se moveu
para uma carta de amor...

quarta-feira, janeiro 09, 2013

natureza



enquanto eu fluo e evaporo como água,
tu resistes firme e estóico como uma pedra
e fazemos parte da mesma natureza.
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