quinta-feira, outubro 06, 2011

Aprendizagem 3




As nossas turbulentas vidas parecem nunca passar do mesmo e, quando passam, mais cedo ou mais tarde voltam ao mesmo ciclo vicioso, em que o amanhã é igual a ontém, e hoje, apesar de nos passar tudo pela cabeça, não nos ocorre a fórmula milagrosa para quebrar a corrente.



É assim, não é?

Tem de ser sempre assim?

Se gostarmos, até pode ser que assim seja todos os dias, mas isso não implica que tenha de ser assim sempre .



Para começar, temos de dar conta do nosso pior inimigo, nós próprios ou, para os mais meticulosos, o nosso ego. Partindo de que somos literalmente aquilo que comemos, é urgente analisarmos aquilo com que alimentamos o ego: Se aparecer autopiedade na ementa, corte esse prato imediatamente! Autopiedade é um veneno que, para além de não ajudar, só atrapalha... e não é o único. Se na ementa aparecerem também, rancor, inveja, ou ódio por aqueles que têm aquilo que não coseguimos obter, é melhor cortar com esses pratos também, pois são como a gordurinha abdominal, depois de entranhada, demora a saír, pesa, faz volume e não resolve nada. Depois também há os alimentos como a insegurança, a ansiedade, a trizteza, entre outros, que provocam reacções depressivas e que nunca ajudaram ninguém, por isso, corte-os também.



Em seguida é necessário escolher para onde direccionar o foco, o que também pode ser problemático, mas talvez seja mais simples depois de desmistificados algumas espécies de "dogmas":


- Na verdade, ao contrário do que se diz, quem experiência tudo não é feliz, está perdido...


- Quem tem tudo por fora, a maior parte das vezes está vazio por dentro. Isto porque as coisas têm o valor daquilo que abdicamos por elas. Ao não abdicamos de nada, não relativizamos, nem compreendemos o valor do que possuímos. Isso torna a existência pobre, isto é, torna-nos pobres por dentro.


- O caminho mais fácil leva-nos a qualquer lado, mas raramente à realização dos nossos objectivos.


Trocando por miúdos, quando realmente se querem atingir objectivos, ou solucionar problemas, não é possível fazê-lo quando se têm dez, ou mais alvos em mente. Há que escolher apenas algumas das opções em deterimento de outras que se nos deparam e traçar um plano de acção. A vida preenchida resulta de escolhas, uma vida vazia, é a vida de quem nunca escolheu. Por fim, é fulcral direccionar o foco para a solução ou objectivo, em vez de o concentrar no problema, pois isso leva à sua não concretização.


Mas como não pensar nos problemas, se eles existem?


Na verdade, se nos focarmos nos problemas, apenas alimentamos o estado depressivo de não o resolver e isso, nao resolve nada. Se nos focarmos em encontrar uma solução, ou atingir um objectivo, podemos contornar essa tendência para o insucesso, convivendo com o seu oposto, utilzando técnicas, estratégias e mentalizações direccionadas para o sucesso. Isso implica passar por cima de hábitos instituídos e por condicionamentos que levam ao fracasso, substituindo-os por outros que orientam para a vitória.
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