segunda-feira, março 21, 2011

Não Procuro, Encontro


Não procuro, isso é invasivo.

Divago, por vezes, mas não sigo,

não por sentir indiferença, mas

apenas por falta de sentido.


Encontro, o que quer ser encontrado,

sem forçar, ou rasgar, ou invadir.

A beleza está na liberdade...

Procuro contemplar o que encontro.

quarta-feira, março 16, 2011

não me consigo explicar por palavras
principalmente quando não me entendo
os meus olhos gostam de saltar os dias
gostam de percorrer rios, serras e sorrir
ao vento que passa sem se deixar ver

quarta-feira, março 02, 2011

O que achas, tu que lês?


Não sei se também o sentes, tu que lês, mas eu sinto pronúncios de transformação. É provável que também o sintas, qualquer observador atento sentirá o mesmo, creio. Não queria falar já em mudança, é precipitado, mas que algo está a ganhar forma dentro dos demais indivíduos como nós, isso parece-me evidente.

Aqui estamos nós, cada vez mais vítimas, pois não nos vale a pena alheia. Apenas nos enterramos, cada vez mais, nos escombros daquilo que pensávamos ter construído bem, mas que se desmorona devido a graves erros de fundação. Estamos naquele ponto crítico em que, ou nos deixamos engolir pelos destroços de uma obra mal executada, ou tentamos removê-los e nos empenhamos em construír algo que dure, que não se deixe abalar e que não nos volte a caír em cima no futuro.

O que eu espero para o futuro? Que se transforme a vitimização em vontade, que a vontade ganhe forma e que nunca mais nos esqueçamos disso, para que não tenhamos de voltar a trás, para o voltar a aprender.
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