terça-feira, fevereiro 02, 2010

O Primeiro Post do Ano :)

No seguimento do empurrãozinho dado pelo blogger Piotr, Pedro e coisas piores para os amigos, decidi finalmente colocar o primeiro post do ano.

Sem nada de concreto em mente, lembrei-me de fazer um post típico de início de ano repleto de considerações, reflexões, previsões, passado, presente e futuro.

Começando pelo passado, a primeira coisa que me ocorre é, «ish... olha só o que já lá vai!». Até agora, viver é algo que sempre me remexeu as ideias, se não me falha a memória, desde cerca dos meus 4 anos que tenho este tipo de crises existênciais. Ele há dias em que olho para o mundo e parece que é tudo um grande filme, ou um daqueles romances com centenas de páginas, nos quais nos perdemos a devorar vidas alheias e existencias imaginárias, que por instantes se tornam reais. Não obstante, há também neste contexto duas outras coisas que me fascinam imenso: Uma delas são as pessoas, os lugares e as coisas que nunca mudam ou nunca desaparecem; ao pé delas a noção de tempo não faz sentido, é como se se reunisse o passado, o presente e o futuro num mesmo instante e esse instante fosse eterno. A outra é exactamente o oposto; são as pessoas, os lugares e as coisas que passam pela nossa vida ou, se preferirem, pelas quais passamos, e que são efémeras... pessoas, lugares e coisas que nos acontecem uma pequena vez na vida, mas que nos trazem mudanças que se reflectem pela vida inteira. Viver é algo ao mesmo tempo tão simples e tão complexo, talvez tenham razão os Budistas, quando dizem que o Universo é feito de opostos...

Agora, atravessando o espaço-tempo para o presente, dou por mim a matutar se realmente vivo o presente como supostamente deve ser vivido e, a conclusão a que chego é que... tenho dias: Tenho dias em que vivo o presente exactamente como o quero viver; tenho outros dias em que vivo o presente como as circunstâncias da vida o condicionam; tenho dias em que não vivo o presente de todo, pois deixo-me dominar pela ansiedade de querer saber o futuro e acabo perdida em suposições e divagações.

O futuro é um local espacio-temporal onde tudo ainda está por acontecer e onde todas as hipóteses se reúnem. Eu gosto muito do efeito surpresa que tem o futuro, principalmente quando sou surpreendida pela positiva, creio que a surpresa seja um dos principais temperos da vida. Por outro lado, não sei se é por ser mulher, ou por ter apreendido rapidamente o efeito de causa e consequência, a minha intuição raramente me engana, o que me elimina muitas vezes o efeito surpresa, principalmente quando a surpresa não é das melhores. Há muita gente que adora ter razão mas, muitas vezes ter razão é, para mim, das coisas mais entediantes da vida. Talvez um futuro equilibrado seja termos tanto daquilo que esperamos, como daquilo que não nos passa pela cabeça...

Por hoje é tudo ;)
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