terça-feira, março 31, 2009

Ladyhawke - Paris is Burning

Para quem ainda tem algumas remanescências de um filme de fantasia, de 1985 chamado Ladyhawke, que contava a história do amor impossível entre uma princesa que se transformava em falcão durante o dia e o seu cavaleiro que se transformava em lobo durante a noite devido a uma maldição lançada por um bispo, pode ver alguns detalhes no video e na letra da música que remetem para esses tempos de infância (apesar do contexto geral ser outro). As poucas memórias que tenho são do cavaleiro a tentar entrar num castelo constuído numas rochas para tentar quebrar a maldição e da cara triste da princesa... já lá vão uns bons aninhos... mas se não fosse isto, acho que não me lembrava.

domingo, março 22, 2009

Carmen - de Sara Baras

Para os curiosos do flamenco, fica aqui un ratito do espetáculo que fui ver ontém...

...De cortar a respiração!

Poderia escrever linhas a fio mas, para bom entendedor meia palavra basta: fiquei com o coração nas mãos :)

PS - Esta semana estarei fora, em trabalho, mas trarei mais novidades na próxima. Besitos!

sexta-feira, março 20, 2009

Crónicas Madrilenas - Episódio 4: A Metamorfose

Diz que quando estamos fora os primeiros dois meses são a fase de turismo e que os dois meses seguintes são meses críticos porque tomamos consciência de que estamos fora de casa e longe de tudo a que temos apego.
Diz que é a fase em que nos questionamos sobre o que é que estamos a fazer fora da nossa zona de conforto, sobre o que é que temos a ver com o país em que estamos e entramos em fase de revolta.
A mim não me deu propriamente a fase de questionar tudo, nem de me revoltar. Felizmente vim aterrar num local que tem tudo a ver comigo, que me faz sorrir muitas vezes e ao qual eu dou graças à divina providência, ou a sei lá quem manda nisto tudo, de me ter colocado aqui.
Infelizmente estou em fase de desmame da minha zona de conforto e sinto-me quase como uma viciada a ressacar. A imagem que me ocorre de quando em vez em flashs é a de uma Lisboa soalheira, um Tejo reluzente e uma Serra da Arrábida a deliner o horizonte. Sinto raios de Sol imaginários a queimar-me a pele numa esplanada, e o gosto intenso de um café de odor quente que não existe nesta realidade a percorrer-me as papilas até me deseparecer no goto.
Ao mesmo tempo tenho a sensação de satisfação doentia de estar a conhecer os meus próprios limites e de olhar nos olhos da minha própria angústia. Estou a fazer o desligamento que, sabe-se lá como e porquê, sempre soube que um dia teria de voltar a fazer. Quando em criança mudamos de casa mais vezes do que as necessárias, parece que se tatua em nós um sentido de alerta primitivo que nos diz que, mais tarde ou mais cedo, é necessário pôr a mala às costas e rumar a outro destino. Ironia do destino, aquilo que em criança mais tememos, torna-se no que mais primitivamente desejamos quando nos encontramos num círculo vicioso do qual não encontramos forma de saír.
Hoje, ou ontém porque já passa da meia noite, foi feriado em Madrid. Acordei tarde e meio atordoada mas cheia de vida e vontade de cantarolar. Fui correr com a Ciça para o parque e acabámos a tarde a bronzear-nos deitadas na relva. Fomos lanchar a um barzinho vintage pelo qual me apaixonei, na Chueca. À noite fui comprar o bilhete para ver a versão de flamenco da peça Carmen e fui-me encontrar com a Ciça e o nosso novo amigo madrilenho de espírito brasileiro. Comemos na Latina e fomos ao barzinho libanês do costume, em Lavapiés, onde encontrámos o iraquiano que conheci à uns tempos no mesmo local e que é completamente "Haram"! Tem praticamente a minha idade, é formado em História pela faculdade mais antiga do mundo, a de Bagdad, mas em Espanha trabalha como soldador e, actualmente, está desempregado. Entretanto decidiu que me iria pôr em contacto com a namorada que está a aprender dança oriental, porque acha que eu lhe posso dar aulas.
No meio de tudo isto, a paixão por Lisboa volta e meia aperta-me o coração. Acho que vou guardá-la comigo para a viver intensamente cada vez que regressar. Parece que há paixões que são fogos que por mais que nos consumam nunca se apagam...
Por hora me quedo enamorando siempre un ratito más por Madrid...

terça-feira, março 10, 2009

Cronicas Madrileñas - Episódio 3: Raios! Que eu sou Tuga até à ponta das unhas dos pés...

Parece que eu não fui talhada para ser imigrante em Espanha, eu gosto muito de Madrid, mas continuo a achar que os Espanhóis vieram de outro planeta... Pior que tudo, não tenho a menor vontade de me adaptar a eles. Quem é que são as inteligências raras portuguesas que acham que é melhor ser-se Espanhol? Eu prefiro receber menos e ser portuguesa, usar a massa cinzenta e tal... ok já estou a ser mázinha, que coisa feia...

Para começar, nesta terra de espanhóis não e feriado no Carnaval, que sacrilégio! Nesse fim-de-semana prolongado as minhas chicas vieram visitar-me, acompanhadas pela Cristina. Descobri então que cabiamos 5 mulheres no meu quarto e que eu sobrevivia a saír á noite, dormir pouco e tabalhar, tudo ao mesmo tempo (é o que acontece quando não é feriado no Carnaval... Sacrilégio!).


Como não se podem fotografar os museus, o nosso manancial de fotos cínge-se aos bares, restaurantes, ao Retiro e ao Rastro, infeliz,ente não dá para mostrar tudo aqui. Não cheguei a perceber porquê, mas passávamos quase sempre por italianas. Curiosamente, quando estou sozinha numa zona turística dirigem-se a mim em inglês...



Mas enfim, no meio disto tudo, ainda nos divertimos bastante e encontrámos espanhóis com consciência política e carnavalesca :)


No fim-de-semana seguinte realizei o meu sonho de ir à cidade romana de Mérida - Emerita Augusta (sim, eu sei que não é nada do outro mundo), pois não queria morrer sem ver o Teatro Romano... Pronto, eu confesso... eu não vou morrer sem ver o mundo quase todo, ou pelo menos dois terços :P


Fui com a Joana visitar a Simone (que, coitadinha, está perdida algures no tempo e no espaço em terras de Hispânia Ulterior) e passámos praticamente a cidade a pente fino. Mérida e linda, mas vê-se num fim-de-semana. Agora estamos à espera que a Simone venha a Madrid.



Sabiam que foi aqui, no Circo Romano de Mérida que filmaram o Ben-Ur nas corridas de carros romanas? Os motores eram de não sei quantos cavalos (agora só vendo o filme para os poder contar) :P

At last, but not least, as minhas chicas foram uns amores este fim-de-semana, Lisboa é a cidade mais linda do mundo, a música do Bad-room estava 5 estrelas graças ao chico Nuno, os pastéis de nata do Martinho da Arcada são divinos e as pizas da pizzaria ao pé do Lux são as melhores de sempre!

Beijocas e até mais um episódio compacto!

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