segunda-feira, dezembro 21, 2009

Afinal o que é isso do Yule???


Agora q o paganismo voltou às luzes da ribalta e eu até tenho pagãos na minha face-rede, começo a deparar-me com coisas sobre as quais não estou habituada a ouvir falar, como por exemplo essa coisa do Yule.


E o q é q faz 1 internauta quando ñ pesca nada do assunto? Ora bem, vai à Wikipédia e ao Google, como é obvio!


Yule é uma celebração do Norte da Europa que existe deste dos tempos pré-Cristãos. Os pagãos Germânicos celebravam o Yule desde os finais de Dezembro até aos primeiros dias de Janeiro, abrangendo o Solstício de Inverno. Foi a primeira festa sazonal comemorada pelas tribos neolíticas do norte da Europa, e é até hoje considerado o inicio da roda do ano por muitas tradições Pagãs. Actualmente é um dos oito feriados solares ou Sabbats do Neopaganismo. No Neopaganismo moderno, o Yule é celebrado no Solstício de Inverno, por volta de dia 21 de Dezembro no hemisfério Norte e por volta do dia 21 de Junho no hemisfério Sul.


Na Península Ibérica é costume festejar-se o Yule Ibérico, organizado conjuntamente pela Ordem Portuguesa de Wicca e pela Ordem Espanhola de Wicca.


Fonte: Wikipédia


Trocando isto por miúdos, afinal o Yule é uma espécie de Natal, que se celebrava antes de os Romanos terem inventado o Natal. Basicamente leva quase o mesmo tempo que decorre desde o início do Inverno até ao dia dos Reis Magos. Só que em vez de se celebrar o nascimento do menino Jesus, celebrava-se o nascimento do rei Sol. Também há uma mãe, q era um deusa a q chamavam Mãe e, quanto ao pai, não o mencionavam na história que eu encontrei:


Podem ouvir este english spoken fairy tale super cómico, com um maravilhoso sotaque scotish, sobre o nascimento do rei Sol: http://woodlandtales.com/Mp3/Yule%20Story%20remix.mp3

domingo, dezembro 20, 2009

Casamento Homossexual - Referendo Sim ou Não???


Actualmente protesta-se pelo facto de a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo não ir a referendo. Basicamente, o que se passa é q pessoas q têm direitos, consideram-se no direito de decidir se uma minoria terá direito ou não à igualdade.

Hasteiam-se em prole disso as bandeiras constitucionais, morais e éticas. Diz-se que a estrutura da sociedade não está preparada para essa mudança radical e q isso terá implicações na lei da adopção, pois é preferível q as crianças orfãs permaneçam em instituições onde estão vulneráveis a maus tratos e abusos sexuais, a terem pais do mesmo sexo.

No q respeita às mudanças bruscas da estrutura da sociedade, que eu entenda a sociedade também não está preparada para o aumento brutal da criminalidade violenta, apesar de ela ser, na prática, permitida. Isto é, o Ministério Público só autoriza a prisão de indivíduos em situação de flagrante delito. Por exemplo, eu posso assaltar alguém e posso faze-lo vezes sem conta, até q as vítimas tenham provas fidedignas de q fui mesmo eu. A polícia pode saber q eu sou uma assaltante, mas se não reunir elementos q o provem, ou não me apanharem em flagrante, podem-me prender à vontade, pois no dia a seguir o Ministério Público dá-me ordem de soltura. Definitivamente não conheço sociedade nenhuma com estrutura para isto e também nunca houve referendo a este respeito. Já acompanhei várias vezes esta realidade de perto, mas as coisas simplesmente são assim e ninguém questiona...

Voltando aos direitos das pessoas que ousam expressar as suas opções sexuais e q, por isso, são considerados cidadãos de 2ª categoria, revolta-me profundamente que uma imensidão de heterossexuais infelizes, provavelmente sexualmente insatisfeitos e q não têm mão nas suas proprias vidas, se veja no direito de opinar sobre vidas q não lhes dizem respeito.

Eu também não gosto de ver gente imbecíl, ignorante e q só diz baboseiras nos espaços públicos q frequento e q remédio tenho eu senão gramar com eles. Também acho q há muita gente q é burra e faz força, com direitos q não deveria ter, sei q muitas pessoas partilham desta opinião, mas nunca ouvi nenhuma a pedir um referendo...

sexta-feira, dezembro 18, 2009


As estrelas necessitam da escuridão para poderem brilhar. Se só houvesse claridade, ninguém repararia nelas.

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Vivências


Nós somos selectivos.

Um mestre mau não é necessariamente um mau mestre. Já tive mestres maus e bons, maus e bons mestres e, em todos casos, retive o melhor que pude. Hoje dou por mim a aplicar e ensinar tanto os ensinamentos dos mestres que me despertaram a curiosidade e me aguçaram o intelecto, tanto como os daqueles que me excluiram, me dificultaram a vida e me arrasaram a motivação.

Os ensinamentos são maiores do que quem aprende e maiores do que quem ensina. A aprendizagem são caminhos que percorremos para atingirmos os ensinamentos e os mestres, bons ou maus, são os guias que nos aceleram ou atrasam o percurso. Bons ou maus, os mestres nunca nos impedem de atingir um ensinamento, poderão facilitar ou dificultar ao máximo, mas terminar o percurso é algo que só depende da própria vontade.

Quando atingimos um ensinamento e o interiorizamos, através da experiência adquirida no caminho que até ele percorremos, tornamo-nos mestres. Aí cabernos-à guiar os caminhos de outros aprendizes. A forma como guiaremos esses caminhos dependerá do que retivémos dos mestres que antes nos guiaram e da forma como quereremos transmitir os conhecimentos que adquirimos.

Tudo começa e termina na nossa vontade.

quarta-feira, setembro 09, 2009

Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos - 1º dia de trabalho ;)




Hello meus amores!

Bem, isto afinal ñ é assim tão mau :P

Ainda não tive tempo p conhecer tudo, mas há mta coisa p conhecer.

O meu primeiro dia de trabalho foi assim:

Chegámos ao Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos e estava uma poeirada q já se via a kilómetros de distância. Parece que quando bate aqui o vento de Norte isto torna-se o caos. Eram colunas de poeira de dezenas de metros de altitude q passeavam pelo ar.

Vou acompanhando as visitas guiadas, o objectivo é depois ser eu a fazê-las. Entretanto tenho de devorar livros sobre o tema, o q me interessa bastante, mas não tenho tido ainda o tempo q gostaria por questões de integração.

Já tenho casa, mas ainda não me mudei, continuo na casa da amiga da minha mãe. Vou morar mesmo no centro da cidade, num t0 novinho, com vista p a ilha do Pico. Por isso tratem de pôr os colchões insufláveis a jeito p qdo cá vierem, pois não tenho quarto de hóspedes.
A casa é bonitinha tem paredes altas e janelas grandes, como eu gosto. Só tem um pequeno senão, os móveis são daqueles antigos de madeira, por isso ou se tratam bem, ou ficam todos ressequidos e com mau aspecto, pelo que antes de ontém estive a limpá-los com um produto especial p madeiras. Já estão bonitinhos, mas dão trabalho... q seca... brrr. Ainda os quero trocar de sítio p q a casa fique mais funcional, isto de só se ter 1 assoalhada parece simples, mas afinal dá trabalho.

Bem, por hoje é tudo. Vou mantendo o "diário" actualizado dentro dos possíveis.

Besitos ;)


sábado, agosto 29, 2009

O "Velho do Restelo"


Hoje ouvi "o velho do restelo", falando de coisas que eu quero, tentando incutir-me medos que eu não tenho, cobrando-me sacrifícios que eu não fiz e apontando-me um fatal destino derivado dos caminhos que percorri.

Ainda me ressoam as suas palavras por dentro, dou voltas à cabeça e penso se serei mesmo tão volátil assim. Mas mesmo que eu seja, não sei ser de outra forma, não sei não olhar em todas as direcções e questionar tudo, não sei não sorrir quando reparo em algo belo, nem conter o fascínio e a curiosidade por tudo o que não sei o que é...

Será que ir ao sabor da corrente e deixar que a vida nos surpreenda é tão ingrato assim? Nas palavras dela parece que sim, palavras essas que mesmo que eu não queira, não param de me corroer, será que tudo o que se começa é mesmo para se levar até ao fim, mesmo que isso nos sufoque e nos consuma a alegria de viver? Para mim é um panorama doloroso.

Todavia, com todos os "porquês" destas minhas divagações creio ter chegado a uma conclusão: é tudo uma questão de personalidade e de circunstâncias de vida.

Primeiro creio que em traços muito generalizados, existem dois tipos de pessoas, o primeiro incluí as pessoas com interesses fixos, que se porpõem a atingir um objectivo concreto e que direccionam toda a sua vida nesse sentido. O segundo diz respeito às pessoas cujos interesses mudam ou alargam à medida a que se dão conta da diversidade e das diferentes dimensões da vida e que, inevitavelmente, se perdem na ânsia de conhecer. Os primeiros jogam pelo seguro, enquanto que os segundos têm tendência a arriscar. Definitivamente estou incluída no segundo tipo.

Segundo, as circunstâncias de vida condicionam os planos que queremos ou não levar avante. No meu caso, abandonei planos mais recentes para retomar outros mais antigos que tinha abandonado por falta de viabilidade para os concretizar. A oportunidade de os retomar surgiu quando eu nem sabia mais se os queria, mas a única forma de saber é arriscar.


Quando eu olho para a minha bagagem de vida vejo que não carrego muitos troféus. Apesar de já ter feito muita coisa diferente, chego à conclusão de que ainda não construí propriamente uma carreira e, para além disso, de que não tenho a certeza de que carreira quero mesmo construír. A minha bagagem é feita de um monte de experiências e conhecimentos soltos que me permitem contar histórias "a metro" mas que não servem nem para mandar cantar um cego. Trago também a bagagem cheia de afectos de todas as amizades que fiz pelo caminho, com tantas pessoas e tão diferentes, as quais me marcaram, cresceram comigo e me fizeram crescer.

Não vejo na minha bagagem nada de que não tenha colhido bons frutos. Mas mesmo assim as palavras dela ressoam na minha cabeça. De qualquer das formas vou continuar a deixar que a vida me surpreenda, não sei viver de outra maneira.

segunda-feira, agosto 17, 2009


Parto novamente sem te conhecer,

Devo-te desculpas e agradecimentos,

Deixo-te apenas com palavras por dizer

E levo-te como música em pensamentos.

quinta-feira, maio 07, 2009

Poema para as Carinas que vão


Foste quando o teu sorriso ainda era de Sol
e os teus sonhos eram tecidos de esperança.

Fazes-nos pensar nas idas e vindas da vida

e acreditar que aquilo que é não deixa de ser,

talvez porque aquilo que é dura para sempre,

ou porque deixar de ser é algo que custa a crer.


Eu creio que um dia me trarás as pulseiras que te pedi da Etiópia,

e que te visitarei um dia numa ilha distante, tal como te prometi.


Sofia

sábado, abril 18, 2009

O Silêncio


Apesar de não dizer nada, o silêncio não é necessariamente algo vazio. Pode algumas vezes sê-lo, mas creio que o vazio algo é muito mais leve de se pronunciar.
O silêncio é muitas vezes a palavra mais sábia, e outras tantas a mais ignorante. Pode ser a atitude mais nobre, e também a mais covarde. É algo que acontece disfarçado de ausência, é a atenção disfarçada de desprezo, é a ansiedade encoberta pela paciência, é a impulsividade amansada pela razão.
O silêncio é um mar de palavras caladas e por vezes obsoletas que em nada mudam o curso da realidade. São os segredos, é a revolta e a desilusão. É o gesto humilde, generoso que vem do coração. É o olhar por cima do ombro antes de fixar o horizonte. É o adeus difícil ao passado vivido e o brilhar dos olhos perante o futuro desconhecido.
Dificilmente se poderá comparar ao vazio, pois o silêncio está cheio daquilo que não foi e daquilo que é, mas de onde nos queremos libertar. Creio que o silêncio seja aquilo que se cala para que não esteja sempre presente, o que se esconde para que não tenha de ser visto, um mar daquilo que se quer esquecer...

quinta-feira, abril 02, 2009

SORRIR



Hay que sonreir a todas las horas, pero hay veces que me olvido, eso es para que me recuerde...
QUEEEEEEEEEEESOOOOOOOOOOOO!!!!

terça-feira, março 31, 2009

Ladyhawke - Paris is Burning

Para quem ainda tem algumas remanescências de um filme de fantasia, de 1985 chamado Ladyhawke, que contava a história do amor impossível entre uma princesa que se transformava em falcão durante o dia e o seu cavaleiro que se transformava em lobo durante a noite devido a uma maldição lançada por um bispo, pode ver alguns detalhes no video e na letra da música que remetem para esses tempos de infância (apesar do contexto geral ser outro). As poucas memórias que tenho são do cavaleiro a tentar entrar num castelo constuído numas rochas para tentar quebrar a maldição e da cara triste da princesa... já lá vão uns bons aninhos... mas se não fosse isto, acho que não me lembrava.

domingo, março 22, 2009

Carmen - de Sara Baras

Para os curiosos do flamenco, fica aqui un ratito do espetáculo que fui ver ontém...

...De cortar a respiração!

Poderia escrever linhas a fio mas, para bom entendedor meia palavra basta: fiquei com o coração nas mãos :)

PS - Esta semana estarei fora, em trabalho, mas trarei mais novidades na próxima. Besitos!

sexta-feira, março 20, 2009

Crónicas Madrilenas - Episódio 4: A Metamorfose

Diz que quando estamos fora os primeiros dois meses são a fase de turismo e que os dois meses seguintes são meses críticos porque tomamos consciência de que estamos fora de casa e longe de tudo a que temos apego.
Diz que é a fase em que nos questionamos sobre o que é que estamos a fazer fora da nossa zona de conforto, sobre o que é que temos a ver com o país em que estamos e entramos em fase de revolta.
A mim não me deu propriamente a fase de questionar tudo, nem de me revoltar. Felizmente vim aterrar num local que tem tudo a ver comigo, que me faz sorrir muitas vezes e ao qual eu dou graças à divina providência, ou a sei lá quem manda nisto tudo, de me ter colocado aqui.
Infelizmente estou em fase de desmame da minha zona de conforto e sinto-me quase como uma viciada a ressacar. A imagem que me ocorre de quando em vez em flashs é a de uma Lisboa soalheira, um Tejo reluzente e uma Serra da Arrábida a deliner o horizonte. Sinto raios de Sol imaginários a queimar-me a pele numa esplanada, e o gosto intenso de um café de odor quente que não existe nesta realidade a percorrer-me as papilas até me deseparecer no goto.
Ao mesmo tempo tenho a sensação de satisfação doentia de estar a conhecer os meus próprios limites e de olhar nos olhos da minha própria angústia. Estou a fazer o desligamento que, sabe-se lá como e porquê, sempre soube que um dia teria de voltar a fazer. Quando em criança mudamos de casa mais vezes do que as necessárias, parece que se tatua em nós um sentido de alerta primitivo que nos diz que, mais tarde ou mais cedo, é necessário pôr a mala às costas e rumar a outro destino. Ironia do destino, aquilo que em criança mais tememos, torna-se no que mais primitivamente desejamos quando nos encontramos num círculo vicioso do qual não encontramos forma de saír.
Hoje, ou ontém porque já passa da meia noite, foi feriado em Madrid. Acordei tarde e meio atordoada mas cheia de vida e vontade de cantarolar. Fui correr com a Ciça para o parque e acabámos a tarde a bronzear-nos deitadas na relva. Fomos lanchar a um barzinho vintage pelo qual me apaixonei, na Chueca. À noite fui comprar o bilhete para ver a versão de flamenco da peça Carmen e fui-me encontrar com a Ciça e o nosso novo amigo madrilenho de espírito brasileiro. Comemos na Latina e fomos ao barzinho libanês do costume, em Lavapiés, onde encontrámos o iraquiano que conheci à uns tempos no mesmo local e que é completamente "Haram"! Tem praticamente a minha idade, é formado em História pela faculdade mais antiga do mundo, a de Bagdad, mas em Espanha trabalha como soldador e, actualmente, está desempregado. Entretanto decidiu que me iria pôr em contacto com a namorada que está a aprender dança oriental, porque acha que eu lhe posso dar aulas.
No meio de tudo isto, a paixão por Lisboa volta e meia aperta-me o coração. Acho que vou guardá-la comigo para a viver intensamente cada vez que regressar. Parece que há paixões que são fogos que por mais que nos consumam nunca se apagam...
Por hora me quedo enamorando siempre un ratito más por Madrid...

terça-feira, março 10, 2009

Cronicas Madrileñas - Episódio 3: Raios! Que eu sou Tuga até à ponta das unhas dos pés...

Parece que eu não fui talhada para ser imigrante em Espanha, eu gosto muito de Madrid, mas continuo a achar que os Espanhóis vieram de outro planeta... Pior que tudo, não tenho a menor vontade de me adaptar a eles. Quem é que são as inteligências raras portuguesas que acham que é melhor ser-se Espanhol? Eu prefiro receber menos e ser portuguesa, usar a massa cinzenta e tal... ok já estou a ser mázinha, que coisa feia...

Para começar, nesta terra de espanhóis não e feriado no Carnaval, que sacrilégio! Nesse fim-de-semana prolongado as minhas chicas vieram visitar-me, acompanhadas pela Cristina. Descobri então que cabiamos 5 mulheres no meu quarto e que eu sobrevivia a saír á noite, dormir pouco e tabalhar, tudo ao mesmo tempo (é o que acontece quando não é feriado no Carnaval... Sacrilégio!).


Como não se podem fotografar os museus, o nosso manancial de fotos cínge-se aos bares, restaurantes, ao Retiro e ao Rastro, infeliz,ente não dá para mostrar tudo aqui. Não cheguei a perceber porquê, mas passávamos quase sempre por italianas. Curiosamente, quando estou sozinha numa zona turística dirigem-se a mim em inglês...



Mas enfim, no meio disto tudo, ainda nos divertimos bastante e encontrámos espanhóis com consciência política e carnavalesca :)


No fim-de-semana seguinte realizei o meu sonho de ir à cidade romana de Mérida - Emerita Augusta (sim, eu sei que não é nada do outro mundo), pois não queria morrer sem ver o Teatro Romano... Pronto, eu confesso... eu não vou morrer sem ver o mundo quase todo, ou pelo menos dois terços :P


Fui com a Joana visitar a Simone (que, coitadinha, está perdida algures no tempo e no espaço em terras de Hispânia Ulterior) e passámos praticamente a cidade a pente fino. Mérida e linda, mas vê-se num fim-de-semana. Agora estamos à espera que a Simone venha a Madrid.



Sabiam que foi aqui, no Circo Romano de Mérida que filmaram o Ben-Ur nas corridas de carros romanas? Os motores eram de não sei quantos cavalos (agora só vendo o filme para os poder contar) :P

At last, but not least, as minhas chicas foram uns amores este fim-de-semana, Lisboa é a cidade mais linda do mundo, a música do Bad-room estava 5 estrelas graças ao chico Nuno, os pastéis de nata do Martinho da Arcada são divinos e as pizas da pizzaria ao pé do Lux são as melhores de sempre!

Beijocas e até mais um episódio compacto!

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Cronicas Madrileñas - Episódio 2: O Drama,a tragédia, o horror! Pero en el final no pasa nada ;)


Ora pois é...

Eu avisei que os diários não eram o meu forte ;)

Ponto da situação:

Acabei de vir de um concerto de Oxford Collapse, banda cujo o nome me pareceu já ter ouvido em qualquer lado, mas que não me recordo de conhecer. O que importa é que gostei imenso e que finalmente tenho gente com quem possa partilhar gostos músicais e ir a concertos. O de Lady Hawke foi uma tentativa falhada, pois esgotaram os bilhetes...

O trabalho está lá no sítio, o pessoal é acessível, o ambiente é informal, é relativamente perto de casa e posso dar-me ao luxo de dizer que vivo e trabalho no centro de Madrid. Todavia faço o trabalho chato que sobra para os estagiários portugueses, que é traduzir material de propostas para concursos públicos, de Castelhano para Português, para serem apresentadas em Portugal. Ir para o campo é que ainda nada...

As aulas de iniciação à dança oriental (para as ladies do inov contacto) começaram a semana passada, cá em casa, às terças-feiras. As minhas alunas são umas malucas, umas mais baldas que outras, mas o importante é que a malta se diverte! O Samuel passa a vida a arranjar desculpas para interromper as aulas, ainda não sei se é estratégia para engatar alguma das meninas, ou se é outra coisa qualquer... de qualquer forma não está a resultar muito, porque elas já começaram a mostrar que não gostam da brincadeira. Caro Samuel, o menino deve andar a ler o manual de instruções errado.

As minhas aulas de dança começaram ontém, arranjei uma professora que sabe técnica de dança até aos dentes, mas que quando chega a hora e mostrar é muito contida... lá diz o ditado que dá Deus nozes a quem não tem dentes... se eu soubesse as coisas que ela sabe, até levantava voo! Ela consegue afastar os dedos dos pés de modo a se aguentar mais tempo em meias pontas! Posso sempre aprender...

O tio do namorado da Ciça, que trabalha nas Astúrias, foi no sábado para Portugal e ofereceu-nos boleia. A viagem de carro é linda em termos de beleza natural, mas muito demorada. Fui matar saudades do café delta, dos pastéis de nata, do bacalhau, da família e dos amigos. Estive com as minhas amigas no bairro alto a matar saudades da nossa terapia boémia conjunta e, como manda o programa, Favela Chique e Bad Room são paragens obrigatórias. O Nuno Lopes dos Contemporâneos anda a progredir como DJ...

As minhas gajas vêm no Carnaval e aí é que o circo vai pegar fogo! Vou já começar a fazer os preparativos desde este fim de semana para que não nos falte nada. Estou toda empolgada com os projectos artísticos que temos pela frente, vamos a ver se é desta que levamos a coisa adiante, tem de ser!

A chegada a Madrid foi cansativa, uma vez que vim no metro sózinha com a minha bagagem. Mas os primeiros tempos foram altamente, pois estive num hostel de quartos múltiplos com cerca de 20 tugas do meu programa de estágio e gente de todas as partes do mundo. Volta e meia faziamos banquetes e saidas em massa. A parte de procurar casa é que era mais cansativa, mas foi bem sucedida.

Por fim, me gusta mucho Madrid! Só é pena que nesta cidade o tempo voe... e eu tenho é de voar para a cama porque amanhã é dia de trabalho.
Beijocas e não percam os próximos episódios!
PS: De forma a não ferir mtas susceptibilidades, optei por retirar alguns parágrafos... enfim... oooom...

sábado, janeiro 10, 2009

Crónicas Madrilenas - Episódio 1: O Fundamento

Para as Meninas: Joy Division - Love Will Tear Us Apart

Esta é para recordar a despedida, numa fridaynight memorável em que o Bad Room tinha boa música. Isto normalmente só acontece ao sábado mas, por artes mágicas, uma DJ Sofia (not me) caíu do céu na 6ª feira e o som foi um espetáculo.
Foi uma excelente despedida às três pancadas, lamentavelmente a nossa 4ª elementa estava doente, daí não ter sido perfeita. Após um riacho de filosofia sobre as ironias da vida, resoluções de ano novo e muita risota, eu e as minhas companheiras da terapia boémia, deixámos o nosso consultório no Favela Chic, para irmos libertar as energias para a disco da rua de baixo, embora sabendo que normalmente o som não é grande coisa à 6ª feira. Mas enfim, era a minha última noite de terapia boémia conjunta em Portugal e o espírito era : «se tem de ser 6ªfeira, que seja!»
Qual o nosso espanto quando chegamos ao local do crime e... aterramos numa sonoridade muito rock-alternativa (reparem que acabei de inventar um adjectivo), pelo que ficámos novamente com aquela sensação de que as ironias da vida não param de nos surpreender, mas porém, não nos perdemos novamente em filosofias e aproveitámos o momento. Creio que a música que ilustra o post, uma das muitas que dançámos, tenha sido a que melhor terá ilustrado o ambiente fatalista e pseudo-filosófico dessa derradeira noite.
Ora foi nesta derradeira noite, que aquelas elementas me coagiram (para não dizer que me exigiram ou obrigaram) a fazer um diário no blog sobre a minha estadia em Madrid.
Um diário sempre foi um daqueles objectivos q eu admirei e respeitei desde criança, mas que nunca foi um objectivo meu, pois cedo percebi que não tinha feitio para escrever diários, uma vez que era capaz de escrever nos primeiros dias, mas depois esquecia-me e, quando queria escrever, já nem me lembrava da missa a metade.
Dadas estas incontornáveis circunstâncias, propus-me a, em vez de um diário, realizar crónicas periódicas, sem período estipulado, as quais intitularia de "Crónicas Madrilenas" e para as quais faria também uma tag com o mesmo nome, para que aquelas poucas pessoas que eventualmente tenham curiosidade em ver a vida através dos meus olhos, tenham a possibilidade de acompanhar a saga.
Enfim, é isto que vos espera a partir dos próximos dias e que se prolongará até ao mês de Julho. Até lá, «love, love will tear us apart again»...

terça-feira, janeiro 06, 2009

GARB AL ANDALUS (para quem pensava que ia para o estrangeiro, mas que afinal não sai da península)

Confusões à parte, não sou a favor da unificação da Península Ibérica. Simplesmente quando aceitei o desafio de ir para o estrangeiro, fartava-me de gozar com a probabilidade de ir estagiar para Espanha, uma vez que Espanha não é estrangeiro, é já aqui... é que nem precisamos de saír de Portugal para irmos mais longe, basta irmos às ilhas.

Ironia do destino e aqui estou eu com um aperto no estômago, ansiosa por saber exactamente qual o dia em que irei para Madrid. Pior, estou feliz da vida! O único senão é o frio, de resto, estou mortinha para ir às "rebajas", aos museus e para definir rotas turísticas - Garb Al Andalus que me aguarde, inxalá!

Para quem desconhece, o Garb Al Andalus, ou somente Al Andaluz. é o grande mito medieval da Península Ibérica. Enquanto que o resto da Europa vivia na dita Idade das Trevas, A Península Ibérica estava sobre domínio muçulmano, mais exactamente, de uma "linhagem" muçulmana resultante da islamização das tribos Berebéres do Norte de África. O próprio nome do continente africano deriva do termo árabe "ifriq".

A conquista muçulmana da península diz-se ter tido início em 711 AD, apesar de os primeiros indícios terem ocorrido em 707 AD com a conquista das Baleares.

Todavia, há quem defenda que existia já um fenómeno natural de imigração de povos do Norte de África, cujo início datava já de meados so século VII AD. Aliás, para além de muçulmanos, recebiamos também, vários judeus, fenómeno esse que levou à criação de uma linhagem judaica ibérica - os Sefarditas, ou Sefaraditas, cuja cultura se caracteriza por possuírem um dialecto próprio, entre outras características.

Em poucas palavras, a Península Ibérica sempre foi um mundo à parte, creio que devido, fundamentalmente, à sua distinção geográfica, que lhe conferia uma posição estratégica tanto a nível económico, como militar.

A co-existência das religiões cristã, judaica e muçulmana está registada tanto antes, como após a reconquista cristã. Por incrível que pareça, a reconquista cristã teve mais "mão de Alá" do que "mão de Deus", pois muitos muçulmanos e judeus pagavam aos cristãos e conspiravam com eles, para destronar os seus governantes corruptos, que viviam no luxo e ostentação à custa da cobrança de impostos estonteantes... estão a ter algum déjà-vous? Por outro lado, esses mesmos governantes eram tão ricos que se davam ao luxo de pagar aos cristãos para não os atacarem.

Enquanto que os cristãos, concentrados no Norte, enchiam os bolsos à medida a que planeavam ficar com tudo só para eles, no resto da península florescia Garb Al Andalus, um mítico paraíso muçulmano, onde se podia ser cristão e judeu à vontade, desde que se pagassem os impostos. Garb Al Andalus foi o berço de grandes médicos, naturalistas, matemáticos, físicos e arquitectos, como também de filósofos, poetas e músicos, tal como de grandes obras científicas e literárias. Coisa que, lamentavelmente, nunca mais se viu no mundo islâmico.

A reconquista cristã atingiu o seu auge entre os séculos XII e XIII AD, tendo Granada resistido até 1492 AD.

Resumindo e concluindo caros inóvios que vão para Espanha, temos muito que visitar ;)
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