quinta-feira, dezembro 28, 2006

Mr. Crab's Torment...

Mr Crab was all alone
in his cosy rocky home,
tired of another busy day
he tried to wash his thoughts away.
He layed and tried to clean his mind
but something persisted deep inside,
he turned and turned around and around
but those stubborn thoughts didn't come out.
"Oh Dear! What a despair!"
"I'm under a pressure I just can't bear!"
Again he turned around and around
but those stubborn thoughts didn't come out...
Those thoughts in his mind all seemed to swirl,
he couldn't take his mind out of that pretty girl!
The tenderness of her smile, the light of her eyes...
But she was going out with some other guy!
Oh! Mr Crab was sad, tormented and confused,
he tried to distract himself, but it was no use...
No matter how he turned around and around,
the image of that girl just didn't come out!

domingo, dezembro 10, 2006

Dancing in the Shadows


From the moonlight

To the dim dawn

In the shadows

I danced and swirl

Embraced by the gone

And the living souls

Then your eyes came

Bright as daylight

And my eyes fade

In the long-lasting night

sábado, dezembro 09, 2006

Medicines For All

"This is in violation of the promises made five years ago by the World Trade Organisation to make life-saving medicines available and affordable to all. As a result, millions of poor people in developing countries are dying because they can't afford the medicines they so desperately need." In Make trade Fair


XX Feira Internacional de Minerais, Gemas e Fósseis de Lisboa

Entrada Livre
07 Dez das 15h às 20h
08 e 09 Dez das 10h às 20h
10 Dez das 10h às 18h

Local:
MUSEU NACIONAL DE HISTÓRIA NATURAL Rua da Escola Politécnica, 60 1250-102 Lisboa

terça-feira, novembro 28, 2006

Passion

I saw passion over my sholder
watching me when I glanced behind,
I stared into its eyes...

domingo, novembro 26, 2006

Poema da Noite

Uma noite de estrelas do tamanho do mundo
e um luar tão velho quanto o tempo...
para te lembrares que me lembro
quando olhas o firmamento...

sábado, novembro 25, 2006

Angels

The angels in my dreams
are all from those times
when I saw the unseen
right before my eyes

sexta-feira, novembro 17, 2006

Ups!... será que Nostradamus tem razão? Ou não?

Pois é caros leitores, eu não sou muito de crenças, mas depois disto, fiquei com a "pulga atrás da orelha".
Estava eu no site da clix a tentar perceber quantos tipos de horoscopos é que existem (a conclusão é que existem resmas deles) e... de link para link, fui parar às
centúrias de Nostradamus e parei exactamente neste ponto:

UM PRESIDENTE MARCANTE

Na Centúria VI-24, Nostradamus fala de um homem poderoso marcado por Câncer que empurra o mundo para a guerra. Diz ainda que o povo não irá apoiar as suas decisões, exigindo a sua substituição por um outro presidente. De lembrar que o actual presidente dos EUA é do signo de Caranguejo...


"Não pode!" - disse eu (que vergonha, eu também sou caranguejo, acho que vou mudar de signo). Mas, como na internet se encontra tudo, lá fui eu em busca da dita centúria:

QVI.24

MARS_ET_LE_SCEPTRE_SE_TROUVERA_CONJOINCT,
DESSOUBS_CANCER_CALAMITEUSE_GUERRE,
UN_PEU_APRES_SERA_NOUVEAU_ROY_OINGT,
QUI_PAR_LONGTEMPS_PACIFIERA_LA_TERRE.

Encontrei isto na página de um Italiano, que deve ser muito esotérico (até fiquei com os olhos em bico - para ver
clique aqui), não percebi nada e não tinha nada a ver com o Bush.

A própria quadra em si, não parece ser nada do que dizia no site da clix, só diz que: Marte e o ceptro (acho eu) se encontrarão conjuntos (ou em conjunção), sob caranguejo uma grande guerra, um pouco após um novo rei será ungido(os antigos reis judeus eram ungidos com óleos quando subiam ao trono, Nostradamus era judeu), que por longos tempos pacificará a Terra. Não é o Bush de certeza!!!

Resumindo, fala num acontecimento sob caranguejo - das duas uma, ou é daqui a milhares de anos quando estivermos na Era de Caranguejo, ou é num ano qualquer enquanto o Sol passar pela constelação de Caranguejo, que é entre os meses de Julho e Agosto (existe um desfazamento entre os 12 signos do zodíaco, e a trajectória real do Sol pelas constelações, que por acaso até são 13). Nesse "quadro temporal" refere-se também uma conjunção entre Marte e o "Ceptro", deve ser entre Marte e outro astro qualquer. Tendo em conta que Nostradamus era também Astrólogo, até me parece razoável.

Só não encontro é um contexto possível em que isto se possa encaixar. Nostradamus até se poderia estar a referir a algo que tenha acontecido na sua época, e ter escrito de forma muito hermética, devido às perseguições da Inquisição.

Enfim, o senhor já morreu, e mesmo assim não lhe dão sossego...

Como ultimamente tenho andado mal de finanças, se calhar também vou escrever um livro com as minhas interpretação das Centúrias, para ganhar mais algum... Nesta época de Natal e Ano Novo até deve vender. Já que as pessoas procuram sempre previsões para tudo, eu poderia contribuir para o aumento da oferta do mercado.

sábado, novembro 11, 2006

Brilha...

Não carregues dentro de ti os julgamentos do teu mundo, brilha, emite a tua luz na tua própria frequência...
... um dia, alguém do outro lado do Universo vai captar o sinal.

terça-feira, outubro 31, 2006

Final Fantasy

Um dia as estrelas cairão do céu
muitas estrelas cairão do breu
Um dia o tudo não ficará de pé
aquilo que é tudo será o que não é
Na espiral da vida veremos o fluxo do tempo
na efemeridade da vida reside o eterno alento
O espírito será matéria a matéria será espírito
na espiral da matéria leremos o que está escrito

segunda-feira, outubro 30, 2006

Colombo! Amigo! Cuba está contigo!

O enigma sobre a naturalidade do descobridor das Américas promete mais polémica, com o primeiro monumento em Portugal de homenagem a Cristóvão Colon, natural de Cuba, no Alentejo
Assumindo-se como defensor da tese que indica que o almirante era alentejano, de Cuba, José Flamínio Roza, presidente da Fundação Alentejo Terra Mãe, também se associou à homenagem, assumindo os custos da estátua, em bronze."Acredito com segurança que ele era português", declarou Flamínio Rosa à agência Lusa, entusiasta das teses apresentadas por diferentes historiadores e investigadores, entre eles Mascarenhas Barreto e o luso-americano Manuel Luciano da Silva.
O presidente da Câmara de Cuba, Francisco Orelha, dispara no mesmo sentido: "Se os historiadores fizerem essas teses, quem sou eu para dizer o contrário?". Embora admitindo dificuldades em fazer vingar a naturalidade cubense do navegador, Francisco Orelha garante que a autarquia "não larga o assunto", observando que a sua terra e a Cuba americana eram as únicas que se conheciam com essa denominação. "É estranho que um genovês deixasse nas Caraíbas cerca de 40 topónimos com referências ao Alentejo, como Cuba, Guadiana, Mourão, São Vicente (na altura freguesia de Cuba), Trindade, Faro, S. Cristóvão, S. Bartolomeu, Guadalupe e Conceição", alegou.
Argumentos que fazem parte da tese portuguesa, sobretudo da das últimas décadas, mas o enigma continua por desvendar até que, segundo Carlos Calado, surjam documentos decisivos. "A certeza absoluta só com testes de ADN ou com um documento irrefutável, mas estes foram todos destruídos", alega o presidente do Núcleo de Amigos da Cuba, lamentando não aparecer esse "bilhete de identidade" do descobridor.
Os manuais escolares são unânimes em evocar a figura de Cristóvão Colombo, que nasceu em Génova em 1451 e morreu em Valladolid (1506), repousando as ossadas na catedral de Sevilha (Espanha).
Em 1479 casou com a portuguesa Filipa Perestrelo, filha do colonizador de Porto Santo, Bartolomeu Perestrelo, ilha onde viveu e onde terá ganho formaçã o marítima. Depois, concebeu a ideia de chegar às Índias pelo Ocidente. Em 1484, apresentou o seu projecto ao rei D. João II de Portugal, que o recusou, e anos depois a sua ideia foi acolhida pelos reis de Espanha, tendo alcançado as Antilhas (Ilhas na América Central) a 12 de Outubro de 1492, sob as ordens dos reis católicos de Espanha.
Esta versão enraizada é contestada por investigadores portugueses, como Augusto Mascarenhas Barreto, segundo os quais D. João II terá enviado a Espanha o navegador Salvador Fernandes Zarco, que se apresentou com o pseudónimo de Cristóvão Colon com a missão de convencer os reis católicos a financiar a procura da rota das Índias pelo Ocidente, devendo manter oculta a sua origem. Mascarenhas Barreto também estudou a misteriosa assinatura de Cristóvão Colombo, concluindo pela sua nacionalidade portuguesa e que nasceu em 1448 e não 1451 como está oficializado. A decifração sigla-cabalística atribui a Cristóvão o nome de Salvador Fernandes Zarco. O investigador concluiu que a cabala estudada significa: "Fernando, duque de Beja e Isabel Sciarra Camara são os meus pais de Cuba".

Instante...

domingo, outubro 29, 2006

Anúncio banido da MTV

Este anúncio da MTV foi cancelado pelo governo dos EUA. Só foi para o ar uma única vez... Texto junto às torres: “2.863 pessoas morreram.”

Texto junto ao homem: “40 milhões de infectados pelo HIV no mundo.”
“O mundo uniu-se contra o terrorismo. Também se deveria unir contra a SIDA”.
Junto às torres: “2.863 pessoas morreram”.

Junto ao garoto: “824 milhões de pessoas a morrer de inanição no mundo”.
“O mundo uniu-se contra o terrorismo. Também se deveria unir contra a FOME.

Junto às torres: “2.863 pessoas morreram”.

Junto ao velho: “630 milhões de sem-abrigo no mundo”.
“O mundo uniu-se contra o terrorismo. Também se deveria unir contra a POBREZA”.


Procura-se: Solidariedade.
- Ajude, doe, patrocine –
Esse anúncio foi proibido, mas nem tudo pode ser escondido
Obrigado...MTV

PS: Recebi um e-mail com um slideshow em powerpoint. Como não faço a mínima ideia de como é que se faz o upload de um ficheiro desse formato para o blog, resolvi separar o texto e as imagens e publicar assim mesmo mas, com umas alterações gramaticais mínimas, uma vez que o texto estava escrito em Português do Brasil.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Lotus Fairy



Every new rise
I sing another old song,
I feel all the time of my life.
Every new day
It's a new start
and the same old comming back.
I feel the weight
of the dead and gone days,
I feel my feet firm on the ground.
Now I am mighty, I can walk
over the old and cracked rocks,
through the muddy swamps,
Trough the forest...
I'll go down the river,
I'll build my home by the sea.

sábado, outubro 21, 2006

MUSE - Absolution

Ametista


A ametista é uma variedade violácea de quartzo. Os gregos acreditavam que esta pedra impedia a embriaguez, tal como se pode ver pela sua designação – amethistos, em grego, significa “a que impede a embriaguez”. Conta uma lenda que Bacchus, o Deus do vinho, descontente com o seu povo, decretou que a primeira pessoa que se cruzasse no seu caminho seria devorada pelos seus tigres. Foi uma bonita serva do Templo de Diana, de nome “Ametista”, que teve a infelicidade de se cruzar com este Deus. Contudo, perante as feras, invocou a protecção dos deuses e foi poupada a tal destino, tendo sido transformada numa pedra pura e branca. Bacchus ao saber do milagre arrependeu-se e derramou sobre a pedra sumo de uva, conferindo-lhe o bonito tom violáceo que encanta todos os que a olham.

terça-feira, outubro 17, 2006

Sobre o Improviso

Estava a pensar que o improviso das palavaras poderia ser como o dos gestos,
que poderia desligar o modo de raciocínio e produzir versos ondulantes,
como se fossem aqueles movimentos vindos nem se sabe de onde, mas que vêm...
O improviso é livre e sentido, porque vem do que está preso, daquilo que não se vê.
Vem dos afectos que temos e dos que não temos, daquilo a que estamos afectos também...
Estava a escrever de improviso aquilo que sinto e nao sinto, o que vem nem se sabe de onde.
Primeiro vem e depois bloqueia, bloqueia, mas depois vem outra vez, como a vaga na areia,
primeiro mostra-se e no instante seguinte não se vê... segue-se outra e outra...
O vai e vem do que está cá dentro, o que corre pelas veias, o vai e vem do coração.

sexta-feira, outubro 13, 2006

Sexta-Feira 13

Lembrei-me de escrever um post sobre a sexta feira 13, de pois de um comment no diário de um anjo.
Existem várias superstições associadas à sexta-feira 13, muitas delas derivadas da própria simbologia do número 13 nas várias culturas e religiões do mundo. Mas a sexta-feira 13 própriamente dita tem um peso muito significativo na nossa sociedade ocidental, que é culturalmente católica-apostólica-romana, independentemente das crenças e/ou descrenças de cada um. Infelizmente, o conhecimento do significado deste dia é inversamente proporcional a dogma do azar a ele associado - Não sabemos porque é que é dia do azar, mas é dia do azar e pronto! Não se fala mais nisso, ainda dá azar!
O contexto deste significado remete-nos para a transição entre os séculos XIII e XIV, altura em que os Templários atingiram uma grande influência e um estatuto bastante elevado na sociedade francesa, principalmente no sul de França. A influência e o estatuto social dos Templários acabou por se tornar um desafio à influência do Rei Filipe IV, uma vez que este não foi aceite na ordem. O sucedido gerou no monarca sentimentos de vingaça, inveja e cobiça, partilhados pelo papa Clemente V, a autoridade mor do mundo católico de então.
"De certa forma, a ascensão meteórica dos Templários levou à sua própria queda. Segundo alguns, um pouco das razões de sua queda foram causadas pelo fato de Filipe IV, o belo, ter tentado entrar para a ordem templária, mas ter sido recusado. Além disso, num levante de seus súditos, o rei francês foi obrigado a se refugiar dentro de uma fortaleza templária até que a situação fosse controlada.
O sentimento de impotência diante da ordem templária, aliado à dificuldade financeira pela qual os cofres do reino se encontravam, além da ambição por documentos contendo informações sobre tecnologia naval (que seria posteriormente usada por Colombo, Pedro Álvares Cabral e Vasco da Gama) motivou a idéia de destruição dos templários e apoderamento de seus vastos recursos. Assim, com medo do estado dentro do seu próprio estado, o rei Filipe IV, com apoio do Papa Clemente V, que devia favores ao rei e foi eleito papa em razão da pressão das tropas francesas, planejou a destruição da Ordem do Templo."
Em todo o território francês, os cavaleiros do Templo foram presos simultaneamente a 13 de Outubro de 1307, uma sexta-feira. (Inclusive, alguns dizem, que vem deste evento a a lenda de as Sextas-Feiras 13 serem dias de azar). Submetidos a tortura, a maioria admitiu práticas consideradas hereges, como adorar um ídolo chamado Baphomet, homossexualidade ou cuspir na cruz. O papa aprovou a sua extinção no Concílio de Viena de 1311-1312, tendo a maioria dos cavaleiros da ordem sido executada na fogueira, incluindo o seu grão-mestre Jacques de Molay em 1314. in Ordem dos Templários, wikipédia"
Associado a este episódio, existe o registo de uma suposta profecia revelada pelo grão-mestre Jacques de Molay, pouco tempo antes da sua morte:
"Jacques de Molay, o grão mestre dos Cavaleiros do Templo, profetizou, supostamente, em Março de 1314, pouco antes de morrer, que o Rei Filipe IV de França e o Papa Clemente V se juntariam a ele perante Deus, para serem julgados, no espaço de um ano. Ambos morreram antes do fim desse ano, como ele profetizara. in, Maria Madalena e o Santo Graal - A Mulher do Vaso de Alabastro, de Margaret Starbird, 1993. Versão Portuguesa - Quetzal Editores, 2004"
O Tarot, a sexta feira 13 e os Templários
A expansão do tarot pela Europa deu-se mais significativamente a partir do século XIV, especialmente na alta sociedade, mesmo debaixo do nariz da inquisição. Pelo que, relacionada com esta expansão, existe uma corrente que liga intimamente o tarot à história dos Templários.
Há quem defenda que o tarot conte uma história, a história dos Templários, preservada sob a forma de cartas, para se dissimular das garras da inquisição. A passagem do louco para o mago, ou seja da carta sem número para a carta I do tarot, revela a passagem da ignorância à consciência de necessidade de evolução do ser através da procura do conhecimento. Assim, o Mago possui as ferramentas necessárias para se iniciar nesse processo, tal como alguém que é aceite pela Ordem do Templo, alguém que sai de um estado de ignorância para se tornar um iniciado, ou seja, alguém a quem lhe são dadas as ferramentas para poder evoluír.
Quando chegamos à carta 13, deparamo-nos com a morte. O massacre dos Templários foi iniciado a 13 de outubro de 1307. Segundo a profecia do grão-mestre templário, a morte iria levar também o Rei Filipe IV e o papa Clemente V para serem julgados com ele perante Deus. Nos baralhos mais antigos, destacam-se sempre duas figuras, ou duas cabeças a serem "ceifadas" pela morte, em que uma delas usa coroa, ou a figura de um rei e de um papa, como é o caso da carta 13 do tarot Raider-Waite, a da figura.
A carta que antecede a morte, o dependurado (XII), é também interpretada como as torturas a que os Templários foram sujeitos.
Também no tarot Raider-Wait o dependurado tem uma particularidade, um disco solar em torno da cabeça, os Templários eram considerados os Iluminados, crê-se que o seu grande tesouro era em grande parte o conhecimento, conhecimento esse que punha em causa toda a estrutura da igreja católica.
A seguir à morte, temos a carta XIV, a Temperança, também conhecida pela Prudência. No contexto aqui patente, a temperança revela o cuidado de proteger e dissimular o grande tesouro dos Templários da gula da Inquisição e de toda a estrutura político-religiosa da altura. Caindo nas mãos da igreja, esse conhecimento seria apagado para sempre (foi tão bem escondido, que ainda hoje não sabemos ao certo do que se trata).

A passagem do líquido de um recipente para outro, é deste modo interpretada como sendo a passagem do conhecimento do seu esconderijo habitual, para outro mais seguro. A figura do símbolo antigo do Sol, ou o símbolo alquímico do ouro que está na testa do anjo, reforçam a ideia do ser iluminado.

A carta XV é a carta do Diabo. No tarot Raider-Waite o diabo assemelha-se à figura de Baphomet. Baphomet é na realidade um termo hebraico, resultante da linguagem codificada dos judeus cabalistas - a cifra Atbash, que consiste em substituír a primeira letra do alfabeto hebraico - aleph, pela última - tav e assim sucessivamente. Aplicando a cifra Atbash a Baphomet, temos o termo Sophia, que significa sabedoria em grego.


Nesta carta perde-se o equilíbrio de Baphomet, os princípios feminino e masculino estão acorrentados, a sua imagem é deturpada. No Sul de França, onde a influência dos Templários era maior, o homem e a mulher tinham o mesmo estatuto, a mesma liberdade, o mesmo acesso ao conhecimento. Depois do massacre dos Templários as mulheres foram subjugadas, foi-lhes retirada a liberdade e o acesso ao conhecimento, como acontecia com todas as mulheres católicas da altura. Tanto a imagem de Baphomet, como a da mulher e o do homem que procuram o conhecimento foram totalmente deturpadas e consideradas demoníacas.

Temos então 22 cartas minuciosamente decoradas com inúmeros detalhes e informações, representando vários estágios. Note-se também o detalhe da paridade no tarot: o papa e a papisa (algo impensável para a igreja católica), o imperador e a imperatriz, o Sol e a Lua, ou seja, o principio masculino e feminino são representados de forma proporcional, a proporção em si remete-nos para o equilíbrio entre os opostos.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Guerra...


"Não sei com que armas a III Guerra Mundial será lutada.
Mas a IV Guerra Mundial será lutada com paus e pedras."

Albert Einstein, cientista alemão radicado nos EUA, sobre as consequencias do uso da bomba atómica.

sábado, outubro 07, 2006

Google Earth - as entrelinhas

Ontém estava no messenger a falar com um amigo que estava a tentar procurar casa em Inglaterra. Durante a conversa eu repliquei que o clima lá deveria ser húmido, chuvoso e cinzento, o que o deixou ligeiramente confuso. Assim lembrei-me de lhe sugerir que procurasse um site de metereologia, ou então, que tentasse ver se no google earth se percebia alguma coisa sobre o clima.
Ele instalou o programa e, pelos vistos, achou muita piada. Tanta, que eu no dia a seguir instalei também o programa.
Durante a instalação apareceu-me aquela chatice dos termos de utilização mas, curiosa por ter ideia da extensão daquilo, deslizei o rato e deparei-me com o ponto 6 - Restrições de exportação:
6. EXPORT RESTRICTIONS
The Software may be subject to export controls or restrictions by the United States or other countries or territories. You agree to
(i) comply with the requirements of the U.S. Department of Commerce (DOC) Export Administration Regulations (EAR) (see http://www.bis.doc.gov) (vejam o site se conseguirem, eu tentei ver e não se vê a ponta de um corno, os menús e a maior parte da informação, supostamente importante, têm um tamanho de letra ilegível) and all applicable international, national, state, regional and local laws, and regulations, including without limitation any applicable import and use restrictions (eh pá! Sou estrangeira, não faço a miníma ideia de que leis estão a falar, mas pelos vistos são muitas! O que é que é suposto entender-se por "qualquer restrição de importação e uso aplicável"? Isto devia era chamar-se "Import and Export Restrictions"),
(ii) not export, or re-export, directly or indirectly, the Software to any country outlined in the EAR (os quais não são aqui referidos, mas se tentares muito, talvez os consigas encontrar no site, caso arranjes forma de ampliar a informação que te vai aparecendo à frente), nor to any person or entity on the DOC Denied Persons (sejam elas quem for...), Entities and Unverified Lists, the U.S. Department of State's Debarred List, or on the U.S. Department of Treasury's lists of Specially Designated Nationals, Specially Designated Narcotics Traffickers, or Specially Designated Terrorists (quem serão os membros desta lista?! Nesta história do terrorismo, nunca percebi quem é terrorista e quem não é),
(iii) not export, or re-export the Software to any military entity not approved under the EAR, or to any other entity for any military purpose, and
(iv) not license, sell, provide or distribute the Software for use in connection with chemical, biological, or nuclear weapons or missiles capable of delivering such weapons (pois, porque assim ainda somos capazes de estragar o negócio aos maiores espiões e fornecedores de armas do mundo).
PS - Em relação à resolução do site referido, pode ter a ver com o tipo de monitor. Ás vezes consigo ver melhor as coisas em monitores mais antigos que o meu... modernices!

sexta-feira, setembro 15, 2006

Olga







Olga é um filme realizado em 2004 pelo director brasileiro Jayme Monjardim, inspirado na biografia de Olga Benário, escrita por Fernando Morais, sobre a alemã, judia e comunista que veio ao Brasil lutar por seus ideais.

(No mesmo ano foi lançado na Alemanha o Filme Olga Benário - Uma Vida Pela Revolução, de Galip Iyitanir. )

O filme conta a história de Olga Benário Prestes. Nascida em Munique, na Alemanha, em 1908, filha de pais judeus, Olga tornou-se uma ativista do comunismo. Após libertar seu namorado Otto Braun da cadeia, eles são forçados a fugir para a União Soviética, onde recebem treinamento de guerrilha. Olga logo se destaca no Partido Comunista, onde conhece Luiz Carlos Prestes, que viria a se tornar um dos principais líderes comunistas do Brasil. Em 1934, quando Prestes volta ao Brasil, designado pela Internacional Comunista para liderar uma revolução armada, Olga é designada para escoltá-lo. Passam a viver na clandestinidade enquanto planejam a derrubada do governo de Getúlio Vargas. Durante este período, a relação amorosa entre Prestes e Olga amadurece e ela fica grávida em 1935.
Quando o movimento revolucionário é derrotado pelas forças de Vargas, Olga e Prestes são presos pelo duro chefe de polícia
Filinto Müller. Diante de rumores de que seria deportada, Olga divulga sua gravidez e solicita asilo político por ser casada e estar grávida de Prestes. O governo Vargas, que neste momento simpatizava com a ditadura de Adolf Hitler, deporta Olga, mesmo grávida de sete meses. Na prisão alemã, dá à luz uma filha que batiza de Anita Leocádia, em homenagem a D. Leocádia, mãe de Prestes. Após o período de amamentação, a menina foi retirada de Olga e entregue à D. Leocádia. Após anos de prisão em campos de concentração, durante os quais a opinião pública internacional fez inúmeras tentativas de libertá-la, Olga é morta na câmara de gás. Somente anos depois, Prestes e sua filha leriam a última carta de Olga, onde faz uma comovente despedida.

segunda-feira, setembro 11, 2006

Cassandra


Cassandra is sitting there, alone. In fact she wants no company at all... no one believes in her.

She knows all her friends, and her friends' friends and an all bunch of people she heard or read about, but who she never really saw. Cassandra knows and hears their souls... she knows their plans, their ambitions, their ideals and their corruptions. She knows who intents to betray whom, who's secretly in love, who desires someone else's wife, the ones who speak the truth and the ones who lie.

Though no one believes in her, everyone thinks she's gone insane. There's no way she can stop things from happening, there's no use trying to help... even Cassandra is helpless.

So Cassandra just sits over there by the lake waving her hands trough the water, hopping to wash her anger away.

sexta-feira, setembro 08, 2006

Querida Flor,


Há muito que não jogamos com as palavras. Talvez as nossas atenções se tenham voltado para outros horizontes, o que é natural. Mas eu sei que para ti as palavras são importantes, são mais do que isso, são materiais e alicerces que usas para tentares imortalizar uma obra pela qual te queres recordada, para sempre, para que o teu nome e os teus ideais vivam como se fossem as estrelas pelas quais os marinheiros se guiam de noite. Espero que assim seja.

Espero que entretanto continuemos a brincar com as palavras...
...Apesar de eu não me querer prender às minhas, nem querer que tolo algum se dedique a tentar decifrar o que elas realmente querem dizer, se fosse para isso, teria sido mais explicita. As minhas palavras são água para escorrer por entre os dedos, são para correrem rio abaixo e desaparecer no oceano dissolvidas entre tantas outras. Depois, são para ser desagregadas em letras, de modo a que as mais densas mergulhem nas profundezas abissais e que as mais voláteis se misturem com a atmosfera. Aí sim, podem novamente condensar e formar outros conceitos mais evoluídos, através de sucessivos processos de renovação.
Mas as tuas são diferentes, são para ficar como sinal de que há palavras que não morrem e ideais que são eternos. É que para alguma palavras poderem evoluir, há outras que têm de persistir, para que não se perca a eterna vontade de melhorar e aperfeiçoar o mundo.
Até lá, vamos brincando com as palavras. Talvez, por serem diferentes, possam aprender muito umas com as outras.
Um beijo Flor.

terça-feira, setembro 05, 2006

A culpa é da Conjuntura...

Quando reina a confusão, tenho o hábito de dizer que o mal é dos astros, que a conjuntura não está favorável... mas na verdade não pesco nada disto.
Hoje fui assolada por conjunturas pouco lógicas, talvez derivadas do meu cansaço, uma vez que acordei por volta das 5horas da madrugada. Mas, foi devido a elas que consegui dar ouvidos a uma das minhas pseudo-consciências, a do meu corpo. Nunca lhe dei um nome, penso que seria um acto de insanidade da minha parte, até porque raramente lhe dou ouvidos, outro acto de insanidade, o qual deveria cometer mais vezes.
A pseudo-consciência em questão sentia-se revoltada com o calendário...
Ela estava a passar uma linda tarde na praia sob o Sol quente que nos tem abrasado estes últimos dias, estava-se a secar depois de consecutivos mergulhos e braçadas na água salgada, durante os últimos instantes de preia-mar e, entretanto, deixou-se adormecer, levada pelo cansaço e pela sensação intensa de peso, aquela que se sente depois de passarmos muito tempo na água salgada, onde a sensação de peso quase desaparece. Quando acordou, não sentiu o Sol, o corpo já não lhe fervia como há cerca de uma hora atrás. Se fosse há umas semanas o calor tinha permanecido mais umas horas.
"A nossa posição em relação ao Sol está a mudar..." disse ela à sua amiga, num tom de lamento. Foi a partir daí que uma lógica desajustada começou a funcionar, activada pelo sentimento de revolta por o Verão estar a chegar ao fim: o calendário actual e o nosso metabolismo não combinam, estão um para o outro da mesma forma que os saltos altos estão para a calçada portuguesa.
Desde que nos entendemos por gente que os nossos ciclo anuais terminam no início do Verão para dar lugar às férias, e recomeçam quando o Verão se vai embora, deixando ficar a nostalgia de fugir à rotina. Isto verifica-se mesmo para quem não tira férias no Verão. É assim desde que nascemos, pois os nossos pais tiram férias no Verão (os médicos aconselham a levar os bebés à praia, mediante certas precauções), é assim no programa das escolas e é assim no planeamento do trabalho.
Talvez, aparentemente, não faça diferença mudar de ano no Inverno mas, no fundo, qual é a lógica de fazer a mudança nessa altura se, na verdade, ela mal se reflecte no mundo à nossa volta?
A meu ver, seria muito mais harmonioso começar o ano no início do Outono, que é quando começam as grandes mudanças, como o regresso à rotina, o adeus progressivo aos dias grandes e quentes, a mudança da hora, a alteração da coloração das folhagens e a sua consequente queda...
Obviamente que o regime climático varia ao longo do planeta e as estações variam tanto em número como em características, o que impossibilita a existência de um calendário global para o planeta, na medida em que existem vários factores de ponderação a ter em conta.
Se não vivessemos dominados por este polvo do capitalismo, poderiamos adaptar os calendários aos nossos regimes sazonais e ter como prioridade outros fins que não o lucro imediato.
Bem, e foi este o sentimento de revolta da minha pseudo-consciencia do corpo, que não se sente nada harmonizada com o calendário e que sofre muito com a sensibilidade do metabolismo...

terça-feira, agosto 29, 2006

Sobre a Vida II

Hoje de manhã dei comigo a reflectir sobre o que realmente queria da vida e, descobri que na realidade até tenho o que sempre quis, ir ao sabor da corrente e descobrir o que vem depois de contornar cada meandro. Só nunca esperei que os meandros fossem tão difíceis de contornar, talvez seja por isso que o que vem depois cause tanto fascínio.
Se assim for, nada é fascinante, tudo é como é, nós é que podemos ou não ficar fascinados por tudo.
Bem, esta conclusão não é nada fascinante... pelo menos para mim.

sexta-feira, agosto 18, 2006

O Sangue do meu Sangue















Vi o sangue do meu sangue
deixar-se esmorecer.
Vi o meu sangue não saber reagir...

Vi o sangue do meu sangue
a tentar destruír-se e fugir
à verdade que há-de aparecer.

O meu sangue gelou-me no corpo
com medo de a fazer enfrentar
a verdade que a fará definhar.

O sangue do meu sangue...
o que veio depois de mim,
vai-se apangando no mudo que criou.

Eu vejo-a, toco-a, mas não lhe consigo falar,
não lhe consigo mostrar o qua vai matar.

O meu sangue, vazio, desprovido de ilusão,
revolve-se com medo de lhe mostrar a razão.

O meu sangue, intoxicado com o que vai acontecer,
resigna-se, enclausurado pelo receio de a perder.

domingo, agosto 06, 2006

O Dia
















Aqui desta cela sombria,
lembro a luz lívida do dia
que passa lá fora sem mim.
Tenho saudades de ficar a vê-lo,
de quando o dia costumava parar,
de quando o sentia entre o dormitar.
Não fosse esta prisão sombria,
viveria enamorada pelo dia
até que a noite me viesse buscar...

sábado, julho 29, 2006

Sobre a Vida

Diz-se que o Budismo não é uma religião, mas sim uma filosofia de vida.
Eu não sou budista, ao certo, ao certo, penso que nunca tenha analisado bem a minha filosofia de vida, a verdade é que nem penso muito nisso.
Já recebi várias vezes estes mantras que aqui pus, só hoje é que me lembrei de fazer alguma coisa com eles, uma vez que, muitos deles, são princípios que até fazem sentido e com os quais eu concordo.
Supostamente foram feitos pelo Dalai Lama, o Sr. Tenzin Gyatso, mais conhecido por Sua Santidade. A minha falta de sentimento religioso não me deixa muito avontade com este termo, mas mais facilmente chamaria " Sua Santidade" ao Sr. Tenzin Gyatso do que ao Papa (eu sei que esta parte era desnecessária, podem passar à frente).

1. Toma em conta que um grande amor, ou uma grande realização, implicam grandes riscos.

2. Quando perderes, pelo menos não percas a lição.

3. Segue os três R’s:
Respeito por ti
Respeito pelos outros e…
Responsabilidade por todos os teus actos.

4. Lembra-te que não ter tudo o que se deseja é, por vezes, um magnífico golpe de sorte.

5. Aprende bem as regras para saberes como infringi-las correctamente.

6. Não deixes que uma pequena disputa estrague uma grande relação.

7. Se descobrires que te enganaste, faz logo a correcção.

8. Todos os dias passa algum tempo sozinho.

9. Abre os braços à mudança, mas não percas os teus valores.

10. Lembra-te que o silêncio é, às vezes, a melhor resposta.

11. Leva uma vida boa e honrada. Quando fores velho, será possível revivê-la uma segunda vez.

12. Uma atmosfera de amor em tua casa é o alicerce da tua vida.

13. Em disputas com os teus queridos, trata só do caso corrente. Não vás buscar queixas do passado.

14. Partilha o teu saber; é uma forma de alcançar a imortalidade.

15. Sê suave com a terra.

16. Uma vez por ano vai a um sítio aonde nunca tenhas estado.

17. Lembra-te que a melhor relação é aquela em que o amor excede a necessidade.

18. Avalia o teu sucesso por tudo a que tiveste de renunciar para o alcançar.

19. Ao amor e ao cozinhar aborda-os com naturalidade audaciosa.


> Karma (sânscrito: “acções”): Na filosofia indiana é a soma das acções (boas ou más) de um indivíduo, que estão ligadas à alma quando esta transmigra, sendo que cada novo corpo (e cada acontecimento experimentado por esse corpo) será condicionado pelo karma anterior.

> Mantra (sânscrito: “instrumento do pensamento”): No hinduísmo significa uma frase mágica, ou oração. Originalmente queria dizer hino védico. A invocação Gayatri ao Sol, cantada ao nascer do dia, é a mantra védica mais popular, mas há muitas outras que acompanham os rituais hindus.

quinta-feira, julho 27, 2006

Expressar ou Esconder o que Está Cá Dentro?

O que eu quero escrever desta vez? Não sei.
Eu nunca escrevo concretamente o que quero. Penso que haja muito pouca gente adulta na nossa sociedade que deixe transparecer exactamente aquilo que pensa. Eu não fujo à regra.
Há como que uma vergonha global de exibir posições e sentimentos no Ocidente. Eu penso que seja resultado de sucessivas culturas repressivas como a Idade Média e, mais recentemente, a época Victoriana, por exemplo. Ah, que falha a minha, não devia ter passado de uma altura para a outra sem mencionar as atrocidades da Inquisição como exemplo...
A verdade é que muitos desses hábitos repressivos ainda fazem parte da nossa herança cultural, ou tradição, chamem-lhe o que quiserem. Para mim, esse tipo de hábitos são reflexo da inflexibilidade mental e atrofio de raciocínio que é suposto incutir ao Zé Povinho, para que não ruam as fundações base da Pirâmide Social. Mas isto foi só um aparte, uma linha paralela, não era bem por aqui que eu queria seguir (há coisas dentro de nós que não se calam, mesmo que tenhamos a boca fechada).
A ideia era falar de coisas mais simples, como expressar intenções, sentimentos, ideias e até constrangimentos. Sinceramente, já me perdi, nem sei por onde voltar a pegar no assunto.
Mas posso continuar com a posição da sociedade relativamente a estes assuntos mais simples. A moral exacerbada que caracteriza a nossa deficiente mentalidade social pode ser vista como uma grande arena de um coliseu romano, onde primeiro se assiste ao espetáculo e depois, o povo tem o poder de dar a sentença.
Posso elucidar-vos com um exemplo ocorrido hoje. Estive esta manha com uma amiga minha, que estava de rastos após uma ruptura brusca de uma relação de alguns anos. Quando saímos de casa dela, agradeceu-me por a ter apoiado e trocámos alguns abraços e carícias na despedida, em frente ao prédio dela, antes de seguirmos cada uma o seu caminho. Nem três passos à frente estava um homem apático, de queixo caído, por ter observado tal situação.
Agora, analisando a posição do indivíduo em relação ao meio, em geral, poucos se expressam, no geral todos queremos passar despercebidos para que ninguém nos aponte o dedo. Parece que o antigo conceito de deus controlador e repressor da antiga igreja católica se transpôs para actual o conceito de sociedade, ou mentalidade social. Em ambas as situações é um conceito ligado à moral, ora aqui está uma palavra que faz ressoar repressão no nosso inconsciente...
Aqueles que se expressam têm o azar (ou não) de terem todas as atenções viradas para si. São normalmente aquele tipo de pessoas que se adora ou que se detesta.
De qualquer forma, não são assim muitos (felizmente!). Porque é que eu expresso isto? Porque quer eu queira quer não, sou uma célula dessa sociedade repressora, como todos vocês. A verdade é que nem sempre tenho paciência para aturar todos os iluminados que pregam aquilo que pensam aos quatro cantos do mundo. Para isto também vos arranjo rapidamente um exemplo elucidativo: Temos o jornalista Miguel Sousa Tavares, que é mais do que um iluminado. Existem focos de luz a apontar para ele de todas as direcções do espaço. Este senhor tem o condão de opinar sobre tudo e mais alguma coisa, é um iluminado em todos os temas que existem... e para aqueles que não existem ainda se hão de acender outros focos de luz... Aturem-no vocês que eu não tenho paciência.
Este é o ponto da situação em que o(a) leitor(a) me pergunta, Afinal tu és ou não és a favor da expressão pessoal?
Obviamente que sou a favor. Acontece que tenho um espírito muito dado a alterações de humor, mas normalmente calo-me em prole da hamonia exterior. Tenho medo do que eu propria possa dizer. Consigo ser muito fria, mas ao mesmo tempo tenho receio de ferir susceptibilidades. Só que é na análise destes meus defeitos que consigo compreender o lado reprimido e repressor do ser humano. Isto é, o ser humano é reprimido enquanto indíduo, mas é repressor enquanto célula constintuinte da sociedade.
A grande conclusão a tirar disto tudo é que este estigma social é algo gerado e comportado pelo ser humano, algo que começa e acaba em cada um de nós. Logo a solução para este problema só pode seguir o mesmo percurso, ou seja começar e acabar em cada um de nós. É nossa a responsabilidade de constituír uma sociedade mais responsável. Todos temos a liberdade para escolher fazê-lo ou não.
PS - Não era bem isto que eu tinha em mente no início. Para ser sincera nem sei se tinha mesmo alguma coisa em mente, mas uma ideia puxou a outra e cheguei até aqui. Se o(a) leitor(a) também chegou até aqui, gabo-lhe a paciência e agradeço a atenção.

segunda-feira, julho 24, 2006

O Futuro

















É incerto,
obscuro o futuro,
mas no fundo do inconsciente
confesso que até gosto assim.

O frenesim,
do que será ou não,
do saber e não querer saber,
do sentir e apetecer fugir.

Eu olho,
e conjecturo vários futuros.
Qual deles o melhor?
Vejo mas não posso escolher.

Mas no fundo sou feliz
Por não saber o que vai acontecer
Irresponsavelmente feliz
de não poder escolher.

É uma ilusão,
no fundo também o sei.
Prever faz-me sentir segura,
mas é proporcionalmente aterrador.

Qual é a felicidade
em saber o que se sucede?
Não há surpresa, não há sensação.
É certo e seguro, como a morte.

terça-feira, julho 18, 2006

Collapse


I am empty,
my soul is a vacuum.
Now I wait for the Universe to collapse over me.

sábado, julho 15, 2006

O que define um sonho

Cores esquecidas numa história,
Locais confusos,
Personagens difusos,
E frases perdidas na memória...

domingo, julho 09, 2006

Aos Amigos

Ter um amigo é ter alguém que nos acompanhe e que desbrave conosco os trilhos sinuosos da vida.

Ser amigo é aceitar as diferenças do próximo, amá-lo, respeitar o seu espaço, as suas ideias e não cobrar nada em troca.

Ser amigo é ter sempre um ombro disponível para chorar, rir e reflectir sobre os altos e baixos dos nossos percursos.

segunda-feira, julho 03, 2006

domingo, julho 02, 2006

O que fazer?




















O que fazer quando já se sabe o que acontece, os passos que damos, o que se descobre à nossa frente cada vez que mudamos de direcção?
O que fazer quando já se adivinham os sons que se seguem, as bocas que os emitem e sabemos as músicas de cor...?
Quando as bebidas sabem ao de sempre, os olhares são todos diferentes mas iguais, quando nos abstraímos e vemos as horas passar... mesmo as que ainda não chegaram, porque já sabemos como vamos acordar... faz-se o quê?
Quando o que é familar é suposto ser seguro e acolhedor, porque toda a gente acha que sim e vai sempre lá parar... quando tudo isso começa a ter outros contornos e começa a pesar... faz-se o quê?
Não sei... às vezes fico a pensar...

quinta-feira, junho 29, 2006

Mais alguma coisa sobre o tempo...



Silenciosamente observo o tempo,

Aquele que vai passando e o que já passou por mim.

Vejo os que correm contra o desespero de chegar ao fim,

E que me dizem que estou ficando velha,

Que o tempo não volta e que não se recupera.

Vejo-me por dentro e por fora do tempo,

Vejo-me por dentro e por fora de mim,

As cicatrizes, as marcas que ficam na pele,

Essas que já não vão com o tempo...

Fico embrenhada por entre as árvores,

Descanso entre as suas raízes

E dou-me tempo para recuperar

Das colisões com quem corre contra o tempo...

Até chegar a altura de caminhar outra vez.

As árvores não correm, são fortes.

Chegam mais alto e vivem mais tempo que nós.

Testes da Bomba Atómica (Massive Attack - Angel)

quinta-feira, junho 22, 2006

Faith


Last night was full of nightmares,
everything was black and white.
The strong and healthy
abused the ill and skinny ones.
I was fraightened, terrified...
I wanted it to end...
but when I seeked inside,
my faith was dead.

sábado, junho 17, 2006

Surreal

Fazias-me perguntas às quais sabias as respostas, para puderes suster, por momentos, o tempo entre nós... e eu olhava-te nos olhos para ver o que realmente me querias dizer.
Mas na verdade não te podia responder, estavas proíbido, não havia nada que eu pudesse fazer.

quarta-feira, junho 14, 2006

Sobre as Coincidências


Não me admiram as coincidências. Aquilo que não coincide faz-me muito mais confusão.
Para ser sincera as coincidências despertam-me uma certa segurança, segurança em termos de decisão. Este sentimento é algo de instintivo: "se aquilo é coincidência, é mesmo por ali que eu vou".
O mais certo é este instinto ser consequente de outro mais primitivo, o da curiosidade.
A coincidência pode ser vista como um facto do qual se desconhece a teoria que o justifica ou, por outras palavras, uma consequência cuja causa é desconhecida. A segurança reside neste facto: se algo se manifesta é porque existe uma causa e, essa causa, é caracterizada por uma lógica. Disto advém o sentimento primitivo da curiosidade. Se uma consequência pressupõe uma causa, é absolutamente seguro de que, se a primeira se verifica, a segunda obrigatoriamente terá de se verificar. Ela existe, isso é seguro, a partir daí só falta descobri-la, isso é curioso.

Foi na Noite














Foi na noite

Cheia de Lua

Que a vida toda

Se decidiu mostrar

Foi de noite

No meio da rua

Que até ser dia

Ficámos a dançar

quarta-feira, junho 07, 2006

Pseudo-consciência
















Hoje os versos são poucos
Trocam-se as letras das palavras
A dislexia está-me a atacar

Hoje os versos estão loucos
Não conseguem ir muito longe
Não sabem quais os passos a dar

As estrofes surgem soltas
No fim acabo por as trocar
Surgem de repente como loucas
Também não sabem o seu lugar

O corpo sente-se cansado
O consciente entra em divergência
Não se vê mas sente-se pesado
Num estado de pseudo-consciência

domingo, junho 04, 2006

Estou aqui

Hoje sinto as ideias baças
É pouco o que de mim está presente.
Estou algures no conforto da música
E da voz que gostava de ter.
É... é isso precisamente!
Gostava de ter mais voz e cores mais quentes.
Eu estou sempre aqui, mas peco e perco,
Porque apesar de estar, pareço ausente.

terça-feira, maio 30, 2006

Arrumações

Estive a arrumar o passado.

Afinal, ocupa muito mais espaço do que eu estava a pensar...


sábado, maio 27, 2006

eilahtaN Dreamer




Foreseer dreamer,
Signs from the outer world
Come down to your heart.
Maybe its guardian souls
Have tuned your frequency.

sexta-feira, maio 26, 2006

Inspiration



Inspiration comes from time to time,

Sometimes it stays around for a while,

Others it just leaves me behind.

But for you there's always a smile,

Even when there're no words left in my mind.

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