domingo, novembro 27, 2005

Um Poeta

Nas linhas de um poema
um poeta mostrava
o que lhe queimava por dentro
aquilo que o movia
o que o animava
no seu pensamento

Nas linhas de um poema
um poeta gritava
o que não podia falar
o que acreditava
o que o erguia
e o fazia lutar

Nas linhas de um poema
um poeta chorava
enquanto cerrava a mão
e lhe escorriam pelos dedos
as letras das palavras
que lhe vinham do coração

Parallel Dreams

Under the red burning sun
underneath the cold pale moon,
could the flight of the all seeing hawke
and the howl of the all seeking wolf
someday ever touch.

sábado, novembro 19, 2005

Para Ti Eilahtan, Para Ti q Voas...

Quando sais de ti, amor
e te olhas de fora
de ponta a ponta do tempo
como se ponta tivesse
dás-te conta nesse momento
de q não há princípio nem fim

Ó amor q desalento
porque passa por ti
apenas e só um momento
daquilo q é grande
q existe para sempre
mas não para ti?

Flor, tu q és linda e és doce
tu q tens aroma de vida
e essência de luz
tu q vêz tantas estradas
juntas e separadas
tal é a imensidão q te seduz

Quantas poderias ter seguido
tal seriam as jornadas
e aventuras passadas
quantos risos quantas quedas
quantos voos quantos choros
poderias tu ter vivido?

Mas se então essas estradas
fossem as que percorresses
só ou de mãos dadas
não pararias tu um dia
para saires de ti
e te olhares tal como fizeste?

E esse vazio, esse anseio
q te percorreu as veias
sem notares de onde veio
q te queimou por dentro
entre o estômago e garganta
não te faria ele o mesmo aperto?

quarta-feira, novembro 16, 2005

Could It Be

Could the cold calm the clouds down
and the snow freeze the swamps...

Could the draw of dim dawn light
show hidden seashell shapes.

Could the words of the old silence
troughout the years turn into sand.

Could the dry winged Wind drive it
faraway to the desert of yesterday...

domingo, novembro 13, 2005

Senzala


Tu q me dizes
O q não se escuta
Tu q me olhas
Quando não me vês
Será q te afliges
Será q me culpas
Pelo q não se fez

É q neste mundo
Há lutas e lutas
Há quem as escolha
E quem não possa escolher
Há as q estão no fundo
Invisíveis, involutas
E as q se podem ver

A minha vem de mim
Foi comigo q nasceu
Tem-me sem eu a querer
Quer-me mas não me dou
Dou-te a mão quando passas sim
Mas não me posso dar eu
Porque escrava já eu sou

E é na Senzala da vida
Q eu me rio e danço

É na Senzala da vida
Q durmo no chão
É da Senzala da vida
Q eu me levanto
Sem nada na mão

Não vejo o caminho
Mas vou por aí
Não conheço o percurso
Mas vou conhecer
Dos cursos de onde saí
Às pedras q encontrar
Nos passos q der

quarta-feira, novembro 09, 2005

Realidade

Nem tudo transpira
Nem tudo flui

Nem tudo escoa
Nem a linha ténue

Entre o dormir e o acordar
É ténue como seria de esperar
Nem mesmo a alma q voa
É leve ao ponto de poder voar

Tudo tem correntes
Tudo tem bagagem
Tudo tem sentido
Difícil de acarretar
Se não fosse o sonho
Se não fosse a miragem
Quantos não desfaleceriam
Antes de a hora chegar

terça-feira, novembro 08, 2005

Maybe


may it be
maybe it was
may be joy of one day
maybe some day
may someone tell us
maybe truth never lays
may all birds
may the May brise
maybe change
may it be
may my colours
maybe colour thee
may a song
maybe remain

domingo, novembro 06, 2005

Pudera eu...

Pudera eu
ser d'água e vento
ser sentimento e luar
ser chuva lenta
q cai e demora a secar
ser cantar cantado
pelas bocas
por aí
pudera eu
pudera sim
Pudera eu
ter asas de sonho
e voar para quem sonhar
ser a linha ténue
entre o dormir e o acordar
ser o sorriso
de amanhecer, de despertar
ser o suspiro
de adormecer, de descansar
pudera eu
poder tocar
Pudera eu
correr caminhos
e poder sempre voltar
sair voando
e entrar cantando nesse mar
nesse caminho
de vai e vem, de alcançar
pudera eu
puder chegar
Pudera eu
ter perfeição
e mão no q quero seguir
talhar o trilho
por onde quero passar
seguir em frente
em vez de contornar
relevos imponentes
indefinidos, sem ter fim
pudera eu
pudera sim

quinta-feira, novembro 03, 2005

Natureza

Amada tu,
que danças escondida
e cantas baixinho...
Mostra-me as tuas asas
e alegra o meu caminho.

quarta-feira, novembro 02, 2005

NATURE CRIES

Great senses of perception remain
in closure inside your dreams
Winds of change and winds of wisdom
whisper you words of water
blow you the voices of flowers
murmur you the songs of the bloom
Nature calls and waits in tears
All her souls cry for your awakening
All the spirits long for your atention
All the angels pity you as they die
as they burn and fall and drown
before your doomed consuming hunger

terça-feira, novembro 01, 2005

Existe...


Há coisas maiores que nós
difíceis de atingir
coisas q nos encontram
mais do q nós a elas
Há pontes por atravessar
ao alcance dos olhos
mas cujo caminho a percorrer
perde o rasto por entre a floresta
cerrada de folhas verdes
animada pelo borbulhar das cascatas
Há algo q anima a consciência
algo q não tem medida nem concepção
q concebe sentidos sem sentido
q nos faz alcançar sorrisos sem alcance
Há vidas próximas q estão longe
q se sentem sem se poder tocar
q se tocam sem se fazer sentir
q se amam porque existem
existem ao alcance de um olhar
maior do q se pode atingir


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